JMJ Lisboa 2023

Vida Cristã

Acompanhe os preparativos
para o encontro com o Papa

Em agosto de 2023, Lisboa irá acolher a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), um encontro de jovens de todo o mundo com o Papa, que é simultaneamente uma peregrinação, uma festa da juventude, uma expressão da Igreja universal e um instrumento forte de evangelização. Para mais informações e inscrições aceder a www.lisboa2023.org.

Como surgiu a JMJ

Há quem lhe chame a mais bela invenção de João Paulo II. Em 1984, o Papa quis organizar um encontro no Domingo de Ramos, em Roma, para celebrar o jubileu dos jovens inserido no Ano Santo da Redenção de 1983-1984. Esperavam-se 60 mil peregrinos, acorreram 250 mil de muitos países.

A experiência foi de tal modo significativa para toda a Igreja, que o Santo Padre resolveu repeti-la no ano seguinte. Nesse segundo encontro, 300 mil jovens participaram nos momentos de oração e catequese organizados em diversas igrejas da cidade, reunindo-se depois na praça de São Pedro para participar na celebração com o Papa. Face ao sucesso da iniciativa, ainda nesse ano de 1985, João Paulo II anunciou, a 20 de dezembro, a instituição da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). A partir daí, a cada dois ou três anos, as Jornadas Mundiais da Juventude realizaram-se fora do Vaticano.

A primeira edição internacional da JMJ aconteceu em 1987, na cidade de Buenos Aires (Argentina), onde se reuniram 900 mil jovens. Desde aí, já teve lugar em Santiago de Compostela (Espanha), Czestochowa (Polónia), Denver (EUA), Manila (Filipinas), Paris (França), Toronto (Canadá), Colónia (Alemanha), Sydney (Austrália), Madrid (Espanha), Rio de Janeiro (Brasil), Cracóvia (Polónia) e Cidade do Panamá (Panamá).

O tema da JMJ Lisboa 2023

«Maria levantou-se e partiu apressadamente» (Lc 1, 39) é a citação bíblica escolhida pelo Papa Francisco como tema da XXVIII Jornada Mundial da Juventude que acontecerá em Lisboa em 2023. Esta frase do Evangelho de São Lucas dá início ao relato da Visitação (a visita de Maria a sua prima Isabel), um episódio bíblico que se segue à Anunciação (o anúncio do anjo a Maria de que iria ser a mãe do Filho de Deus e que foi o tema da última JMJ internacional, na Cidade do Panamá).

Na conversa que tem com Maria, na Anunciação, o anjo diz-lhe também que a sua prima, de idade avançada e considerada estéril, estava grávida. É então que Maria, depois de afirmar ao anjo «Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38), se põe a caminho de Ain Karim, uma povoação perto de Jerusalém, onde vivia Isabel que esperava o nascimento de João, que viria a ser São João Batista. Maria de Nazaré é a grande figura do caminho cristão, que nos ensina a dizer sim a Deus. Ela já foi protagonista da última edição da JMJ e sê-lo-á também em Lisboa, agora para inspirar os jovens como modelo de caridade e missão, para que também eles sejam evangelizadores ativos.

Os símbolos da JMJ

A Jornada Mundial da Juventude conta com dois símbolos que a acompanham e representam: a Cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani. Nos meses que antecedem cada JMJ, os símbolos partem em peregrinação para serem anunciadores do Evangelho e acompanharem os jovens, de forma especial, nas realidades em que vivem.

Com 3,8 metros de altura, a Cruz peregrina, construída a propósito do Ano Santo, em 1983, foi confiada por João Paulo II aos jovens no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o mundo. Desde aí, esta cruz, feita em madeira, iniciou uma peregrinação que já a levou aos cinco continentes e a quase 90 países, onde tem sido encarada como um verdadeiro sinal de fé.

Desde 2000 que a cruz peregrina conta com a companhia do ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, que retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços. Este ícone foi introduzido ainda pelo Papa João Paulo II como símbolo da presença de Maria junto dos jovens.

Com 1,20 metros de altura e 80 centímetros de largura, o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani está associado a uma das mais populares devoções marianas em Itália. É antiga a tradição de o levar em procissão pelas ruas de Roma, para afastar perigos e desgraças ou pôr fim a pestes. O ícone original encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e é visitado pelo Papa Francisco que ali reza e deixa um ramo de flores, antes e depois de cada viagem apostólica.

A entrega aos jovens portugueses da Cruz peregrina e do ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani realizou-se no dia 22 de novembro de 2020, Solenidade de Cristo Rei. Os símbolos foram acolhidos em Portugal pelo Comité Organizador Local e por representantes das dioceses nacionais numa celebração que decorreu no dia 27 de janeiro, na Sé de Lisboa. Uma data simbólica para Portugal, uma vez que foi precisamente dois anos antes, a 27 de janeiro de 2019, que o Papa Francisco anunciou que Lisboa seria a cidade seguinte a organizar este grande encontro de jovens.

Devido à pandemia de covid-19, os símbolos permanecem atualmente na Sé e, assim que possível, iniciarão uma peregrinação pelos PALOP, comunidades portuguesas, Espanha e dioceses nacionais.

JMJ e a Sé de Lisboa

A Sé de Lisboa, enquanto sede do Patriarca, assume-se como lugar central no acolhimento da JMJ e será um dos “palcos principais” deste grande encontro. Atualmente, é a “guardiã” dos símbolos da JMJ, a Cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, e acolherá, ao longo dos próximos meses de preparação e durante a própria Jornada, diversos momentos de oração, vigílias, missas e outros eventos religiosos e culturais que serão oportunamente divulgados.

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